O campo de batalha

Em algum post anterior falamos da necessidade de mudar o DNA das operadoras de VoIP para se preparar para a batalha com as operadoras móveis.

Vamos repetir o objetivo da batalha: a conquista do mercado de pequenas e médias empresas na prestação de serviços de comunicação integrados.

Uma regra simples.
Ganha quem conseguir primeiro criar um produto de fácil instalação e suporte, que ofereça em uma única plataforma e possívelmente em um único equipamento a integração de todos os serviço hoje espalhado pelo escritório das pequenas empresas (telefone, celular, fax, computador, etc.), transformando ao mesmo tempo todos os equipamentos de backoffice (servidores, pabx, etc.) em serviços.

Alguns pontos que ficaram claros até o momento:

  • tarifas de voz não serão o diferencial para escolher o provedor de comunicação durante muito tempo ainda
  • as operadoras de telefonia celular possuem fortes pontos de vantagens tecnológicos (mobilidade, inteligência no equipamento, banda larga entre outros), mas são limitadas pela regulamentação (falamos do Brasil)
  • as operadoras de VoIP já estão acostumadas em trabalhar em IP e têm vantagens regulatórias e tecnológicas, mas faltam em mobilidade e capilaridade

Todas as vantagens acima são sujeitas a mudar rapidamente e sem aviso. O lançamento do “gPhone”, aka Android, aka Google Mobile Platform, apesar de ser aparentemente uma grande manovra de PR, mais do que uma verdadeira revolução no mercado, é indicativa de uma tendência importante: o controle do ecosistema celular não está mais tão saldamente nas mãos das operadoras e o movimento de abertura de algumas das camadas do stack de construção dos aplicativos finais é inevitável.

Imagine portanto um mundo onde é possível programar seu aparelho móvel em Javascript e HTML, exatamente como milhões de desenvolvedores fazem para montar um web site ou uma intranet. E além de tudo seu equipamento permite que você se comunique com o mundo… falando, na maioria dos casos sem custos.

Este mundo é o campo de batalha que está se definindo. Hoje podemos apenas nos preparar para este cenário, aprendendo a integrar o suporte de serviços ainda não integrados.

One Response to “O campo de batalha”

  1. Ei amigo, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pela proposta de seu blog, sem duvida visionária. Ja percebi que hoje, devido ao disparate entre os preços praticados pelas empresas de telecom e as provedoras de voip, essas ultimas tendem a não enxergar um futuro onde precisarão inovar para sobreviver. No curto prazo estão salvos pelo baixo preço de suas tarifas e utilizam isso como bandeira de marketing. Porém no longo prazo, a tendencia é todos oferecerem esse “diferencial” e ele se tornar um requisito basico.

    Como integrante desse meio, o que mais me preocupa sem dúvida é a concorrência com empresas de celular. Se não houver uma abertura das camadas de softwares dos aparelhos (ja existem mais de 1 bilhão deles no mundo) a coisa ficará feia. Resta a nós empreendedores continuarmos criando negócios inovadores que antecipem tendencias como convergencia.

    Continue com o bom trabalho
    Abraços

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